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O Brasil deve voltar ao grupo das oito maiores economias do mundo em 2027, segundo as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Atualmente na décima posição, o país deverá alcançar um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 2,8 trilhões no próximo ano e superar Itália e Rússia no ranking das maiores economias globais.

A projeção faz parte da atualização do relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado pelo FMI nesta semana. Apesar da melhora na posição do Brasil no ranking, o Fundo prevê uma desaceleração do crescimento econômico brasileiro. A estimativa é de alta de 2,2% do PIB em 2026 e de 1,9% em 2027.

A mudança no ranking também está relacionada ao desempenho de outras grandes economias. A Índia deverá assumir a quarta posição mundial em 2027, ultrapassando o Japão, enquanto o Reino Unido deverá ficar em quinto. O Japão cairia para a sexta colocação. Estados Unidos, China e Alemanha devem continuar ocupando as três primeiras posições.

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De acordo com as projeções, a economia brasileira continuará sendo a maior da América Latina. O crescimento, porém, deverá perder força nos próximos anos. Segundo o FMI, entre os fatores que pressionam a atividade econômica estão as condições monetárias ainda restritivas, com juros elevados, a retirada de estímulos fiscais e as incertezas no cenário internacional.

A previsão também aponta inflação de 4,4% para o Brasil em 2026 e de 4,1% em 2027. O FMI projeta ainda uma taxa de desemprego de 6,2% no fim deste ano e de 6,8% no próximo. Apesar da previsão de alta do desemprego, o mercado de trabalho brasileiro apresenta atualmente números melhores: a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados do IBGE.

O ranking das maiores economias é calculado com base no PIB nominal convertido para dólares. Por isso, além do crescimento da produção de bens e serviços, fatores como a cotação do real diante da moeda norte-americana também podem influenciar a posição do Brasil na lista.

A projeção do FMI representa, portanto, uma recuperação da posição brasileira no cenário econômico internacional. O país, que havia perdido posições nos últimos anos, poderá voltar ao grupo das oito maiores economias do planeta em 2027, mesmo diante de um cenário global marcado por conflitos, juros elevados, inflação e incertezas sobre o ritmo de crescimento das principais economias.

FONTE/CRÉDITOS: Redação