Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial de 2026, acumulam ao longo da vida pública episódios envolvendo investigações, denúncias e processos judiciais. Os casos, no entanto, tiveram desfechos diferentes e incluem condenações posteriormente anuladas, absolvições, arquivamentos e investigações que ainda estão em andamento.
Lula foi alvo de diversas investigações relacionadas principalmente à Operação Lava Jato. Entre os casos de maior repercussão estão as acusações envolvendo um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e um sítio em Atibaia (SP). O petista foi condenado nos dois processos, mas as condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar os casos e, no processo do sítio, também declarou a parcialidade do então juiz Sergio Moro. Com as decisões, Lula recuperou os direitos políticos e voltou a disputar eleições.
Outro processo envolveu o Instituto Lula. A acusação sustentava que o instituto teria sido utilizado para lavagem de dinheiro a partir de valores recebidos da Odebrecht. O STF determinou que o caso fosse remetido para a Justiça Federal do Distrito Federal, e posteriormente provas relacionadas ao processo foram consideradas nulas. O ex-presidente também foi denunciado no chamado "Quadrilhão do PT", mas acabou absolvido pela Justiça Federal de Brasília em 2019. Na Operação Zelotes, Lula foi acusado de favorecer montadoras durante a edição de uma medida provisória, mas foi absolvido em 2021.
Ao longo desses processos, Lula negou as acusações e afirmou que era vítima de perseguição política. Atualmente, segundo o levantamento do UOL, ele não responde a nenhuma dessas acusações.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, também foi alvo de investigações durante sua trajetória política, principalmente quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Um dos principais casos envolveu a suspeita de "rachadinha", prática em que parte dos salários de funcionários de um gabinete seria devolvida ao parlamentar ou a pessoas ligadas a ele.
As investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro identificaram movimentações consideradas atípicas nas contas do ex-assessor Fabrício Queiroz. O caso também envolveu funcionários ligados à família Bolsonaro. Flávio negou ter conhecimento de eventuais irregularidades e afirmou que, caso Queiroz tivesse cometido algum ilícito, teria agido por conta própria. As provas utilizadas contra Flávio foram posteriormente anuladas pela Justiça, e as denúncias relacionadas ao caso acabaram arquivadas.
Outras investigações envolvendo Flávio trataram de movimentações financeiras em uma franquia da rede Kopenhagen da qual ele era sócio e de operações imobiliárias realizadas entre 2008 e 2018. O Ministério Público levantou suspeitas sobre depósitos em dinheiro vivo e sobre a diferença entre valores declarados e valores de mercado de imóveis. Flávio afirmou que as operações foram legais e devidamente declaradas. As provas utilizadas nessas apurações também foram anuladas pela Justiça.
O senador ainda foi questionado pela contratação, em seu gabinete, da mãe e da então esposa de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado pelas autoridades como integrante de um grupo de extermínio e ligado à milícia. Segundo o Ministério Público, as duas mulheres teriam repassado mais de R$ 200 mil de seus salários para Fabrício Queiroz. Flávio afirmou que as contratações ocorreram por indicação de Queiroz. As provas contra o senador foram anuladas pela Justiça.
O episódio mais recente envolvendo Flávio está relacionado ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga uma negociação estimada em R$ 134 milhões relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a apuração citada pelo UOL, ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados em operações realizadas em 2025. Flávio reconheceu ter procurado Vorcaro em busca de um investidor para o filme e afirmou que posteriormente o encontro teve como objetivo encerrar a relação e avaliar alternativas para o financiamento. O caso ainda está sob investigação.
Os históricos dos dois candidatos, portanto, envolvem situações de naturezas e momentos diferentes. No caso de Lula, houve condenações na Lava Jato que foram anuladas posteriormente pelo STF, além de processos nos quais ele foi absolvido ou que tiveram outros desfechos judiciais. No caso de Flávio, parte das investigações relacionadas à chamada "rachadinha" teve as provas anuladas pela Justiça, enquanto uma investigação mais recente, envolvendo o Banco Master, permanece em andamento.
A existência de uma investigação ou denúncia, por si só, não significa condenação. Os desfechos judiciais de cada caso são distintos e devem ser considerados na avaliação do histórico dos dois candidatos, que chegam ao segundo turno em uma das disputas presidenciais mais acirradas das últimas décadas.
Nossas notícias
no celular
95 FM