O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) alegou, nesta segunda-feira, 28, que está trabalhando para que a missão dos senadores brasileiros, nos Estados Unidos, para tratar sobre a tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump, não encontre diálogo.

"Com certeza não, e eu trabalho para que eles não encontrem diálogo, porque sei que, vindo desse tipo de pessoa, só haverá acordos daquele tipo meio-termo, que não é nem certo, nem errado", disse, ao ser questionado em entrevista ao SBT News se os parlamentares conseguiram estabelecer diálogo.

Eduardo fez críticas ao grupo e afirmou que os parlamentares ignoram “a crise institucional” vivida no Brasil.

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Para o parlamentar, Trump estaria reagindo a “violações de direitos” e à “perseguição” contra Jair Bolsonaro (PL), seus familiares e apoiadores. Ele mencionou ainda que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teria determinado mandados de prisão contra cidadãos americanos com base em publicações feitas a partir dos EUA.

“Eu sei o que é certo, não é dar 17 anos de cadeia para as velhinhas, eu quero é a liberdade dessas pessoas”, declarou.

Eduardo disse ainda que Moraes “encontrou um adversário à altura”. “Se ele acha que vai intimidar o Trump, dobrando a aposta, que é o que ele sempre faz, lamentavelmente haverá mais sofrimento por parte dessas autoridades brasileiras.”

Senadores nos EUA

Uma comitiva de senadores brasileiros foi a Washington, capital dos EUA, neste fim de semana para tentar reverter o tarifaço imposto por Trump sobre produtos brasileiros.

As atividades começaram na segunda, 28, e seguem até quarta, 30. A programação envolve reuniões com lideranças empresariais e parlamentares americanos.

Ao todo, oito senadores integram a comitiva aos EUA:

  • Nelsinho Trad (PSD-MS);
  • Tereza Cristina (PP-MS);
  • Jaques Wagner (PT-BA);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Rogério Carvalho (PT-SE) e
  • Carlos Viana (Podemos-MG).

Os parlamentares já deixaram claro que, embora estejam adotando um tom conciliador e reforçando o espírito de diálogo da missão, não aceitarão ataques à economia brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: A Tarde