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O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) a nova versão do programa de renegociação de dívidas, conhecida como Desenrola 2.0. A iniciativa tem como objetivo reduzir o número de brasileiros inadimplentes, oferecendo condições facilitadas para quitar débitos, especialmente aqueles com juros mais altos, como cartão de crédito e empréstimos pessoais.
O programa permite descontos que variam entre 30% e 90% sobre o valor das dívidas, além de limitar os juros a até 1,99% ao mês. Outra novidade é a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS — até 20% — para ajudar na quitação dos débitos.
Podem participar pessoas físicas com dívidas em aberto, com prioridade para quem tem renda de até cerca de cinco salários mínimos. O público-alvo inclui também trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
As dívidas contempladas são, principalmente, aquelas ligadas a instituições financeiras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Também há previsão de inclusão de débitos estudantis, como o Fies.
A adesão ao programa deve ser feita de forma digital, por meio de plataformas oficiais do governo ou diretamente com os bancos participantes. A implementação ocorrerá de forma gradual, com liberação em etapas para diferentes perfis de devedores.
Uma regra que chama atenção é que quem aderir ao programa poderá ficar impedido de acessar plataformas de apostas online por um período de um ano, como forma de evitar novo endividamento durante a reorganização financeira.
O Desenrola 2.0 surge em um cenário de alto nível de inadimplência no país e busca oferecer uma saída mais acessível para milhões de brasileiros retomarem o controle das finanças.
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