A cantora Aretuza Lovi será uma das atrações da 6ª edição do Je(Queer)é, evento que celebra a diversidade e promove reflexões sobre os direitos e a inclusão da população LGBTQIAPN+ em Jequié. Além da programação cultural, a edição deste ano traz como tema: “Trabalho garante o hoje, empregabilidade garante o amanhã.”

A proposta busca ampliar o debate sobre a importância do acesso ao mercado de trabalho como instrumento de dignidade, autonomia e garantia de direitos sociais. Ter uma ocupação e condições de permanência no ambiente profissional significa, para além da renda, a possibilidade de acesso à moradia, alimentação, educação e qualidade de vida.

Para a população LGBTQIAPN+, no entanto, a empregabilidade ainda representa um desafio marcado pelo preconceito, pela exclusão e pelas dificuldades de acesso e permanência no mercado de trabalho. Em muitos casos, a liberdade para existir plenamente e ocupar espaços profissionais com respeito à identidade e à individualidade ainda é uma realidade distante.

É dentro dessa perspectiva que o 6º Je(Queer)é pretende provocar reflexões sobre inclusão, justiça social e igualdade de oportunidades. O evento reafirma a necessidade de construir ambientes profissionais mais diversos e acolhedores, onde a competência e a capacidade sejam os principais critérios para o acesso às oportunidades.

A presença de Aretuza Lovi, um dos nomes conhecidos da música e da cultura LGBTQIAPN+ brasileira, reforça o caráter cultural e celebrativo da programação. A artista promete levar ao público um repertório marcado pela irreverência e pela energia que a transformaram em uma figura de destaque no cenário nacional.

Mais do que uma festa, o Je(Queer)é se consolida como um espaço de visibilidade, diálogo e resistência. Ao escolher a empregabilidade como tema central de sua sexta edição, o evento chama atenção para uma questão que ultrapassa a celebração da diversidade: o direito de trabalhar, conquistar autonomia e viver com dignidade.

A mensagem é clara: existir e resistir caminham lado a lado, mas garantir oportunidades também é fundamental para construir um futuro mais justo e inclusivo.

FONTE/CRÉDITOS: Redação