As decisões, definições e prospecções para 2026 andam a todo vapor. Nos bastidores, o jogo está apenas começando — e as peças ainda nem foram totalmente colocadas no tabuleiro.
Mas uma coisa é certa: o que vem de cima nem sempre desce como bênção.

No plano local, as articulações seguem tímidas. Movimentos, por enquanto, poucos. Tudo depende do movimento das grandes lideranças — e enquanto esse sinal não vem, todo mundo se ajeita como pode, tentando adivinhar qual vento sopra de Brasília.

Acompanhe o que movimentou o cenário político nesta semana:

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Flávio Bolsonaro — O escolhido

O senador Flávio Bolsonaro foi o nome escolhido pelo pai para disputar o Planalto em 2026. A decisão caiu como um balde de água fria na ala que apostava no ministro mais popular do bolsonarismo: Tarcísio de Freitas.
Tarcísio, que já pontuava melhor nas pesquisas e acumulava rejeição bem menor que os Bolsonaro, viu sua pretensão ser engavetada pelo patriarca.

O mercado financeiro, sempre atento, reagiu mal: bolsa em queda, dólar subindo. Entre aliados, a escolha também não caiu no gosto geral.
Quem dormiu sorrindo foi o presidente Lula, que acaba de ganhar um adversário mais fácil e, como diria o torcedor, “mais um reforço para a sua equipe”.

Não deu

Quem também viu seu plano desandar foi ACM Neto. Ele aguardava um candidato com rejeição alta — mas não tão alta quanto a da família Bolsonaro — para montar sua estratégia presidencial.
Sonhava com a chapa Tarcísio/Bolsonaro. Agora, terá de carregar o sobrenome Bolsonaro no material de campanha, e isso pesa, principalmente na Bahia, onde o grupo tem alta rejeição.

Sem um nome competitivo para a disputa nacional, a tendência é que Neto siga para a corrida ao governo estadual em 2026… talvez até com “santinhos tímidos” ao lado de Lula, só para tentar melhorar os números.
A cada semana, a encrenca política para Neto fica maior.

Análise do discurso

Professores de português devem estar decepcionados com parte da imprensa em Jequié.
Mas quem acompanha a realidade educacional da cidade não se surpreende: anos de deficiências no ensino produziram uma legião de analfabetos funcionais — inclusive entre aqueles que hoje se colocam como “formadores de opinião”.

Um parágrafo vira um enigma. Uma vírgula vira um labirinto.
Nem com a ajuda do ChatGPT conseguem compreender o básico, criando episódios que beiram o cômico.
O fato é um só: Jequié precisa avançar no letramento da população e, principalmente, daqueles que insistem em se colocar como “referência”.

Carta marcada

Um certo político da cidade, mesmo com toda a estrutura de comunicação ao seu favor, não consegue convencer ninguém sobre o que fez — ou deixou de fazer — com a votação que recebeu no último pleito.

Chegou ao ponto de pedir espaço a um aliado para mostrar suas ações, mas o resultado, ao que parece, foi pífio.
Pode gastar milhões, pode encher a corrente de pix, mas a memória do eleitor baiano é seletiva… e especialmente afiada quando o bolso é afetado.

Se quiser sobreviver em 2026, terá de mudar radicalmente a estratégia. Ainda dá tempo — mas a estrada é longa.

Do outro lado

Enquanto um patina, outro desliza sem esforço.
Há quem simplesmente tenha “o molho”. Carisma, simpatia, identidade com o povo. O homem é baiano, como diz o bordão.

Mesmo calado, permanece no centro das conversas.
Mesmo sem transferir votos, não perde liderança.
Os adversários comem poeira.
Em 2026, não deverá ter dificuldades para renovar o mandato. A preocupação, ali, é só com 2028 — e olhe lá.

Feira do rolo

É preciso falar do comportamento dos vereadores durante as sessões.
Enquanto um colega usa a tribuna, outros passeiam pelo plenário, trocando risadas e conversas paralelas.
Basta assistir uma sessão para perceber a falta de atenção — e de respeito.

Quando a população conversa, leva sininho na orelha.
Quando são os vereadores, o orador precisa pedir ordem.
Assim, fica difícil manter linha de raciocínio e compromisso com o mandato.

Por falar na Câmara…

Fizemos um levantamento preliminar sobre o desempenho dos legisladores de Jequié. E, olha, as surpresas foram muitas — principalmente no Top 5.
Ainda é cedo: restam pelo menos quatro sessões até o recesso parlamentar. Mas o alerta está dado.

O povo está atento.
E 2028 pode trazer mudanças significativas.

A boa notícia?
A Câmara tem atuado de forma constante e vem buscando legislar como manda o figurino.

Quer saber o ranking de produtividade dos vereadores?
Se quiser, preparo a lista completa.

FONTE/CRÉDITOS: Redação