Os clubes que integram a Liga do Futebol Brasileiro - LIBRA, chegaram a um acordo para encerrar a disputa interna envolvendo a divisão das receitas de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro Série A no ciclo de 2025 a 2029. O entendimento põe fim a meses de divergências entre as equipes e estabelece novos parâmetros para a repartição dos valores, com destaque para um ganho adicional destinado ao Clube de Regatas do Flamengo.

Pelo acordo firmado, o Flamengo receberá um acréscimo de R$ 150 milhões ao longo de quatro anos. O montante será pago em parcelas anuais de R$ 37,5 milhões, com correção pelo IPCA a partir de 2027. Esse valor extra não virá de aporte externo, mas será deduzido da fatia destinada aos demais clubes dentro do critério de distribuição por audiência, o que representa uma redistribuição interna dos recursos.

Além de resolver o impasse financeiro, os clubes também avançaram na definição do peso de cada plataforma no contrato firmado com o Grupo Globo, outro ponto que ainda gerava dúvidas desde a criação da liga. Ficou estabelecido que a TV aberta terá a maior fatia, com 60% do valor total do contrato. Já a televisão por assinatura ficará com 5%, enquanto o sistema de pay-per-view responderá por 35% das receitas.

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O estatuto da Libra também reafirmou os critérios de divisão dos recursos entre os clubes da Série A. Do total arrecadado com os direitos de transmissão, 40% serão distribuídos de forma igualitária entre todas as equipes. Outros 30% serão definidos com base na posição final de cada clube na tabela de classificação, premiando o desempenho esportivo. Os 30% restantes serão distribuídos conforme a audiência das partidas, critério que historicamente beneficia clubes com maior alcance nacional.

O acordo representa um passo importante na consolidação da Libra como bloco comercial dentro do futebol brasileiro, especialmente em um cenário ainda marcado pela divisão com a Liga Forte União, que reúne outras equipes da elite nacional. A definição de regras claras e a resolução de conflitos internos são vistas como fundamentais para dar mais previsibilidade financeira aos clubes e fortalecer o modelo de liga no país.

Com o entendimento, a expectativa é de maior estabilidade nas relações comerciais e menos disputas judiciais ou políticas entre os integrantes, abrindo caminho para uma gestão mais profissional e organizada dos direitos de transmissão do futebol brasileiro nos próximos anos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação