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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli seria ilegal. A declaração foi feita em meio ao movimento de parlamentares que articulam a instalação de uma comissão no Senado para apurar possíveis relações dos magistrados com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Apesar de ter assinado o requerimento que pede a abertura da CPI, Flávio Bolsonaro criticou duramente o autor da proposta, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a quem chamou de “hipócrita”. Segundo ele, o pedido teria sido apresentado mesmo sabendo que não poderia prosperar juridicamente.
De acordo com o senador, a Constituição não permite a criação de uma CPI para investigar crimes comuns atribuídos a pessoas específicas, o que, na avaliação dele, tornaria a iniciativa inviável. Flávio afirmou que o colega de Senado teria apresentado o requerimento apenas para gerar repercussão política e ganhar visibilidade no debate público.
Mesmo com as críticas, o parlamentar disse que decidiu assinar o pedido após perceber que o número mínimo de assinaturas estava próximo de ser alcançado. Segundo ele, a assinatura evitaria interpretações de que estaria se recusando a apoiar a investigação por interesse próprio.
A declaração intensificou o clima de confronto entre parlamentares sobre a tentativa de criar a CPI. Em resposta nas redes sociais, Alessandro Vieira questionou o motivo de Flávio Bolsonaro demonstrar irritação com a proposta e insinuou que o senador estaria protegendo ministros do Supremo.
A discussão ocorre em meio a novas controvérsias envolvendo o caso do Banco Master. O ministro Dias Toffoli chegou a se declarar suspeito para analisar um processo relacionado à possível instalação de uma comissão parlamentar de investigação sobre o tema no Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores de Brasília, a proposta de CPI se transformou em mais um capítulo da tensão entre parte do Congresso Nacional e ministros do STF, reacendendo o debate sobre os limites de atuação do Legislativo na fiscalização de integrantes do Judiciário.
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