A decisão da Prefeitura de Feira de Santana de ceder o Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, para a iniciativa privada reacendeu o debate sobre a gestão dos equipamentos esportivos na Bahia. O município definiu que a concessão terá prazo determinado, e a empresa vencedora ficará responsável pela modernização completa do espaço, além da manutenção contínua. O modelo busca reduzir gastos públicos e garantir uma infraestrutura adequada para que as equipes locais possam disputar competições como o Campeonato Baiano com mais qualidade e segurança.

A iniciativa é vista como uma alternativa eficiente para equilibrar contas públicas e, ao mesmo tempo, elevar o padrão dos estádios municipais. O setor privado, ao assumir a administração, tende a investir em melhoria do gramado, iluminação, arquibancadas, acessibilidade, vestiários e áreas destinadas ao público e imprensa — pontos essenciais para atender às normas das federações esportivas e atrair mais eventos.

Em Jequié, a discussão ganha ainda mais relevância diante das recentes críticas ao Estádio Waldomiro Borges. As condições do gramado e a falta de estrutura adequada têm sido motivo de preocupação entre atletas, dirigentes e torcedores, sobretudo com a proximidade da Série A do Campeonato Baiano. Sem intervenções estruturais, o município corre o risco de enfrentar limitações para mandar seus jogos e receber partidas de maior porte.

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Especialistas apontam que uma eventual concessão do Waldomiro Borges à iniciativa privada poderia trazer benefícios semelhantes aos esperados em Feira de Santana: modernização rápida, manutenção contínua e redução de custos para o município. Além disso, um estádio renovado ampliaria as possibilidades de uso do espaço, atraindo eventos esportivos, culturais e de entretenimento, movimentando a economia local e fortalecendo o esporte jequieense.

Enquanto Feira de Santana avança com um modelo considerado eficiente e sustentável, Jequié observa a discussão crescer. A modernização do Waldomiro Borges por meio de parceria com a iniciativa privada surge como uma alternativa concreta para transformar o estádio em um equipamento digno da tradição esportiva da cidade.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Gomes