O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) deverá assumir a Secretaria Geral da Presidência da República, a convite do presidente Lula. A expectativa do presidente, com a nomeação de Boulos, é se reaproximar dos movimentos sociais e estreitar laços visando a eleição do ano que vem, onde deverá disputar a reeleição, contrariando declaração emitida em 2022, de que não iria disputar um quarto mandato.

Antes de aceitar a nomeação, Boulos pediu para que aliados consultassem correntes dentro do campo da esquerda, para saber se haveria rejeição ao seu nome. Uma das pessoas responsáveis por fazer este contato com os movimentos, a advogada Natalia Szermeta, esposa de Guilherme Boulos.

A mudança na pasta já estava prevista desde o início de 2025, nos primeiros desenhos feitos por Lula para uma reforma ministerial. O atual titular do cargo, Márcio Macêdo (PT), deve permanecer no governo, mas em um posto de segundo escalão.

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Um fonte ligada ao diretório nacional do Psol afirmou, sob anonimato, que há um temor inicial do Psol com a perda de Boulos como 'puxador de votos' para a eleições de 2026, já que o deputado abrirá mão da reeleição para permanecer ministro até o final do próximo ano.

Em 2022, Boulos foi o segundo deputado mais votado do país, obtendo 1.001.472 votos. Com o recuo do psolista, a legenda pode ver a sua bancada na Câmara reduzir. Apesar do temor, o partido entendeu o contexto e aceitou a mudança de planos do parlamentar.

FONTE/CRÉDITOS: Redação