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Em entrevista concedida à rádio, a diretora de Habitação de Jequié, Ayala Brito, trouxe um panorama atualizado sobre a política habitacional do município, com destaque para o avanço das obras do residencial Vila Getúlia I e II, viabilizado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
Segundo a gestora, o empreendimento já atingiu cerca de 30% de execução e tem previsão de entrega para novembro deste ano. Ao todo, serão 496 unidades habitacionais destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro da faixa de renda de até R$ 2.850.
A procura, no entanto, revela o tamanho do desafio. De acordo com Ayala, o município contabiliza atualmente cerca de 2.300 inscrições ativas no programa, após um processo de triagem que priorizou cadastros antigos — alguns com até 10 anos. O número reforça a estimativa de um déficit habitacional significativo, com cerca de 60% das famílias sem casa própria.
O processo de seleção segue critérios rigorosos definidos pela Caixa Econômica Federal, responsável pela validação final dos beneficiários. Entre os grupos prioritários estão beneficiários do Bolsa Família e do BPC, além de mulheres vítimas de violência, mães solo e famílias com pessoas com deficiência.
Ayala também esclareceu dúvidas sobre um possível novo conjunto habitacional no bairro Cachoeirinha. Segundo ela, a informação divulgada recentemente não procede de forma oficial, já que projetos dessa natureza passam por etapas sigilosas dentro da Caixa antes de qualquer anúncio público.
A diretora destacou ainda a importância da atualização do Cadastro Único (CadÚnico) e da documentação pessoal como requisito básico para participação em futuros projetos. “É a porta de entrada para qualquer programa social”, reforçou.
Outro ponto enfatizado foi o acompanhamento social das famílias contempladas. Diferente de anos anteriores, o modelo atual do programa prevê ações antes e após a entrega dos imóveis, com reuniões, orientações e oferta de cursos, buscando garantir adaptação ao novo ambiente e evitar problemas como venda ou aluguel irregular das unidades — prática considerada ilegal e passível de penalidades.
A fiscalização, segundo Ayala, será intensificada. Casos de irregularidades poderão resultar na perda do imóvel e responsabilização dos envolvidos.
Sobre a zona rural, a diretora explicou que novos projetos dependem de autorização do Governo Federal e ainda não há previsão de iniciativas específicas para essas áreas no momento.
Enquanto isso, o município aguarda a liberação de novos empreendimentos para reabrir inscrições. A expectativa da gestão é ampliar a oferta de moradias nos próximos anos, acompanhando o crescimento econômico de Jequié e tentando reduzir um déficit que ainda impacta milhares de famílias.
A Secretaria de Habitação mantém atendimento presencial e também disponibilizou canal via WhatsApp para atualização cadastral e esclarecimento de dúvidas, reforçando o apelo para que os inscritos mantenham seus dados sempre atualizados, evitando perder oportunidades futuras.
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