Aprender inglês, espanhol e Libras gratuitamente e dentro de uma estrutura própria voltada ao ensino de idiomas pode se tornar uma nova realidade para estudantes da rede pública de Jequié. A Câmara Municipal vota nesta terça-feira (22) o Projeto de Lei nº 17/2026, encaminhado pelo prefeito Flavinho Santana, que propõe a criação do Centro de Idiomas Municipal “Sou do Mundo, Sou Jequié” (CIM).

Pelo projeto, o Centro será destinado exclusivamente a alunos regularmente matriculados nas escolas públicas do Sistema Municipal de Ensino e ficará vinculado à Secretaria Municipal de Educação. A proposta prevê cursos gratuitos de línguas estrangeiras modernas e da Língua Brasileira de Sinais, com prioridade inicialmente para inglês e espanhol. Outros idiomas também poderão ser incorporados posteriormente, conforme a demanda e a avaliação da Secretaria de Educação.
A ideia apresentada pelo Executivo é transformar o domínio de outros idiomas em uma ferramenta de ampliação de oportunidades para os estudantes. O texto cita como objetivos o fortalecimento das oportunidades acadêmicas, culturais e profissionais, o desenvolvimento da comunicação, o estímulo ao protagonismo dos alunos e a preparação para um mercado de trabalho em que o conhecimento de línguas estrangeiras é valorizado.

Os cursos poderão ser oferecidos nos níveis básico, intermediário e avançado. A proposta também prevê a emissão de certificados para os alunos aprovados e com frequência mínima estabelecida em regulamento. Um detalhe importante é que o estudante matriculado no CIM continuará obrigado a frequentar as aulas de língua estrangeira previstas normalmente na grade curricular da escola. Ou seja, o Centro funcionará como uma formação complementar, e não como substituição do ensino regular.
A implantação deverá acontecer de forma gradual. Caberá à Secretaria Municipal de Educação definir os critérios para seleção dos estudantes, identificar a demanda por cursos, estabelecer o espaço onde as aulas serão realizadas e selecionar professores do quadro efetivo que tenham habilitação ou qualificação para ministrar as disciplinas.

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O projeto também cria uma estrutura própria para administrar o CIM, com um cargo de diretor e duas funções gratificadas de coordenador pedagógico. Os coordenadores deverão ser servidores efetivos do magistério municipal e possuir formação e experiência relacionadas ao ensino de línguas e à área pedagógica.

FONTE/CRÉDITOS: Redação