Espaço para comunicar erros nesta postagem
A inteligência artificial já começou a transformar o mercado de trabalho e deve acelerar ainda mais esta mudança nos próximos anos. Uma pesquisa do banco Goldman Sachs estima que cerca de 300 milhões de empregos no mundo estão expostos à automação, enquanto um levantamento do MIT FutureTech aponta que a IA poderá executar até 95% das tarefas baseadas em texto em um nível minimamente satisfatório até 2029.
Ao mesmo tempo, o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, indica que 59% dos trabalhadores precisarão se requalificar até 2030, em um cenário no qual 40% das habilidades exigidas pelo mercado devem mudar nos próximos anos. Entre as competências mais valorizadas estão IA, big data, segurança cibernética e alfabetização tecnológica.
Diante desse cenário, cresce a demanda por profissionais capazes de utilizar ferramentas de IA, mas também de liderar estratégias, equipes e modelos de negócio orientados por tecnologia. Segundo André Maluf, coordenador da graduação em Gestão de IA da FIAP, a necessidade desse novo perfil profissional foi o que motivou a criação do curso. “Estamos vivendo uma revolução digital de profunda transformação. Assim como as revoluções industriais exigiram novos modelos de formação e organização do trabalho, o cenário atual com a IA pede o mesmo”, afirma.
O coordenador explica que o curso estuda todas as áreas tradicionais da administração aplicadas especificamente a um ecossistema tecnológico. “O aluno aprende a criar estratégias, liderar equipes e mensurar resultados em empresas ‘AI First’”. Além disso, Maluf destaca que gerenciar negócios voltados à inteligência artificial exige uma lógica diferente da administração tradicional, pois as métricas, os investimentos e a dinâmica financeira mudam completamente dentro de um ecossistema de tecnologia.
A necessidade de profissionais especializados também reflete desafios enfrentados pelas empresas durante a implementação da IA. Uma pesquisa da Prosci, realizada com mais de mil profissionais de diferentes setores, revelou que 63% das dificuldades relacionadas à adoção da tecnologia estão ligadas a fatores humanos, e não técnicos. De acordo com o professor, o mercado já começa a consolidar cargos voltados especificamente à gestão de IA, como AI Product Manager, Head of AI, AI Strategy Lead, Digital Transformation Manager e Chief AI Officer (CAIO).
Segundo André Maluf, muitas organizações ainda encontram dificuldades para preparar equipes, reorganizar processos e transformar o uso da IA em resultado estratégico. “Hoje, existe uma disputa acirrada por profissionais que consigam unir gestão corporativa e inteligência artificial. Muitas empresas ainda estão travadas na fase de prototipagem, justamente pela falta de lideranças preparadas para conduzir esses projetos”, observa.
Apesar do foco em tecnologia, o curso não exige conhecimento prévio em programação. Ao longo da formação, os estudantes têm contato com fundamentos de lógica computacional, Python, bancos e análise de dados e uso prático de ferramentas de IA. Além disso, a graduação reúne disciplinas tradicionais da administração, como marketing, finanças, logística e gestão de pessoas, adaptadas ao contexto digital. A formação também aposta em atividades práticas e aproximação com o mercado. Entre os projetos previstos estão desafios desenvolvidos com empresas parceiras, resolução de problemas reais e simulações de gestão de negócios baseados em inteligência artificial.
Para o coordenador da graduação, a tendência é que o conhecimento em gestão de IA deixe de ser um diferencial e passe a representar uma exigência natural do mercado nos próximos anos. “No futuro, todos os negócios nascerão digitais ou ‘AI First’. O gestor preparado para esse ecossistema será o novo padrão exigido pelo mercado global”, conclui.
Website: https://www.fiap.com.br/graduacao/tecnologo/gestao-de-ia/
Nossas notícias
no celular
95 FM