O prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix (Republicanos), virou alvo de repercussão política após divulgar um vídeo em que faz declarações direcionadas a servidores públicos do município durante um discurso relacionado às eleições de 2026.

Na gravação, o gestor afirma que os servidores que não estiverem dispostos a integrar o grupo político liderado por ele e pelo vice-prefeito Deivison deveriam "pedir para sair", sugerindo que poderá demitir aqueles que não seguirem o alinhamento político da administração.

"Nós queremos deixar bem claro para a população de Água Quente, aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede pra sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora. Porque aqui, só tem um técnico, Eraldo e Deivison. Ou joga de acordo o time que a gente escala, ou não faz parte do time", declarou o prefeito.

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As falas foram interpretadas como uma ameaça de demissão a servidores que manifestem apoio ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e provocaram repercussão nas redes sociais e entre agentes políticos.

A declaração ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas para a disputa pelo Palácio de Ondina, com prefeitos e lideranças municipais definindo seus posicionamentos eleitorais.

Especialistas em direito eleitoral e trabalhista costumam alertar que o chamado assédio eleitoral pode ocorrer quando trabalhadores são pressionados a apoiar determinado candidato ou sofrem ameaças relacionadas ao vínculo empregatício por motivos políticos. Em eleições anteriores, o Ministério Público do Trabalho investigou casos semelhantes em diferentes municípios brasileiros, envolvendo denúncias de coação contra servidores e trabalhadores.

Até o momento, não havia informação sobre eventual manifestação oficial do prefeito após a repercussão do vídeo nem sobre a abertura de investigação por órgãos de controle.

FONTE/CRÉDITOS: Redação