A cidade de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, está entre os municípios baianos que foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta terça-feira, 22/09, durante a Operação Linha do Tempo. A ação investiga suspeitas de associação criminosa, fraude em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos federais.

Além de Jaguaquara, os mandados foram cumpridos na Bahia em Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro e Itabuna. Também houve diligências no Rio Grande do Sul. Ao todo, são 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação teve origem em contratos firmados pela Prefeitura de Santa Cruz Cabrália e financiados com recursos federais. Análises realizadas pela CGU teriam identificado indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento e utilização de empresas com o objetivo de criar uma aparente concorrência nos processos de contratação.

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A presença de Jaguaquara entre os municípios onde foram realizadas buscas coloca a cidade no centro das atenções nesta nova operação envolvendo recursos públicos e processos de contratação. Até o momento, entretanto, as autoridades não divulgaram detalhes sobre os alvos específicos das diligências realizadas no município, nem informaram quais pessoas ou empresas estão diretamente relacionadas às medidas cumpridas na cidade.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 13 milhões. Segundo a Polícia Federal, a medida tem o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar os resultados da investigação.

As suspeitas investigadas envolvem contratos destinados a ações emergenciais, compra de mobiliário e equipamentos escolares e aquisição de playgrounds para a rede municipal de ensino. Os materiais recolhidos durante as buscas serão analisados pela PF e pela CGU.

A investigação continua e poderá identificar outros possíveis envolvidos, além de buscar dimensionar eventual prejuízo causado aos cofres públicos. A operação, neste momento, apura suspeitas e não representa, por si só, conclusão sobre responsabilidade criminal dos investigados.

A Polícia Federal e a CGU deverão analisar documentos, equipamentos e demais materiais apreendidos durante as diligências realizadas, inclusive em Jaguaquara, para esclarecer a eventual participação de pessoas físicas e jurídicas no esquema investigado.

FONTE/CRÉDITOS: Redação