Celebrado em 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho, um dos exames mais importantes dentro das ações de prevenção da Medicina moderna, é realizado no Brasil desde 1976 pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Obrigatório desde 1992, ele foi incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em algumas cidades, a criança não pode ser registrada em cartório, se não tiver realizado o exame.

O teste do pezinho é um dos principais testes para descobrir doenças raras ainda nos primeiros dias de vida do bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 5% da população mundial tem algum tipo de doença rara. Desse número, 75% são crianças.

De acordo com critérios internacionais, a doença é considerada rara quando afeta pelo menos 1,3 pessoas a cada 2 mil indivíduos. Em recém-nascidos, as doenças raras são detectadas logo nos primeiros dias de vida ou durante a infância, dependendo da gravidade. 

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O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a detecção de 7 dessas doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita. 

Para a pediatra Lyana Almeida, professora da UnexMED Jequié, as doenças raras são facilmente detectadas no teste do pezinho. “A partir de uma coleta de sangue realizada em um pequeno ponto do calcanhar do bebê, entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido, a triagem neonatal é capaz de identificar até 53 doenças, nos primeiros dias de vida do recém-nascido, incluindo as raras: de Gaucher, Fabry, Pompe, Krabbe, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. As versões expandida e completa do teste do pezinho, que detectam de 60 a 100 doenças, são realizadas por convênios ou na rede privada. O exame permite um tratamento precoce e evita complicações graves”, orienta.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação