A política brasileira está fervendo, com foco nos desdobramentos da operação policial no Rio de Janeiro. O governo federal enviou ao Congresso um projeto para reforçar o combate às facções, em parceria com as polícias estaduais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tentou acender duas velas — uma para o governo e outra para a oposição — mas, ao que parece, deu ruim.
Na política jequieense, tem político com ciúmes. Vamos ao resumo da semana.

Tentou agradar os dois lados

O presidente “emérito” da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu do governo Lula uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera pontos da Carta Magna para fortalecer o combate ao crime organizado. Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, a proposta levou seis meses para ser formulada, com participação de diferentes órgãos — do Ministério Público às polícias estaduais.

Tudo pronto para votação, até que Motta quis agradar os dois lados e designou o deputado bolsonarista Guilherme Derrite, principal nome cotado para suceder Tarcísio de Freitas em São Paulo, como relator da PEC.
Resultado? Em dois dias, Derrite apresentou outro texto, reduzindo poderes da Polícia Federal e criando brechas que, segundo especialistas, favoreciam o crime organizado.

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As redes sociais reagiram fortemente, e Motta recuou — mais de uma vez. Derrite teve de refazer o relatório várias vezes, mas o impasse permanece: a proposta só deve ir à votação na próxima semana. Vamos acompanhar.

Veja como se faz

Enquanto o governo do Rio de Janeiro ainda tenta se encontrar no combate às facções, a Bahia deu uma verdadeira aula. Em uma semana, várias operações resultaram em prisões e apreensões significativas, com número de mortes dez vezes menor que no território fluminense.

O secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, tem sido elogiado até por ex-integrantes do BOPE — o que deixou a oposição em polvorosa.
O governador Jerônimo Rodrigues também anunciou a contratação de 4 mil novos policiais até maio de 2026 e novos investimentos na área.
Vê se aprende, Castro.

O charme do Jerô

Falando em Jerônimo, o governador continua com seu carisma irresistível — aquele sorriso fácil e a voz rouca que, ao que parece, conquistam até ex-adversários.
Quem se rendeu agora foi o prefeito de Jussara, Tacinho Mendes (PP). Em 2022, ele gravava vídeos elogiando ACM Neto; hoje, já integra a base do governador.

Desde a derrota histórica de Neto — para um candidato que começou com apenas 11% nas pesquisas —, muitos prefeitos que o apoiaram se sentiram abandonados.
Como diz a música de Jorge & Mateus: “Ficar sozinho não rola e amor não se implora, nem se joga fora.”
Quem resiste ao charme de Jerô?

Inconveniência política

Por falar em ACM Neto, o ex-prefeito de Salvador marcou presença na festa de Nossa Senhora do Amparo, em Valença, mas acabou transformando um evento religioso em palanque político.
Testemunhas classificaram o momento como “vexame” e “inconveniência política”.

Neto tenta, a duras penas, manter seu nome em evidência, mas o desgaste é evidente. Depois da derrota em Camaçari, ficou sem base sólida na região metropolitana, e a situação piora com a Operação Overclean, que tem aliados seus sob investigação.
A disputa ao governo da Bahia em 2026 parece cada vez mais distante.

Apenas observando

Neto ainda tem uma bomba-relógio para desarmar: o caso do seu sucessor, Bruno Reis, atual prefeito de Salvador.
Reis enfrenta críticas após ceder um espaço público a uma amiga sem licitação, além da polêmica sobre o Elevador Lacerda, que tem rendido dores de cabeça.

Enquanto isso, Neto observa de longe, evitando se envolver — uma estratégia para tentar retomar o comando de um grupo político que já articulava a troca de liderança.
Essa briga interna abre espaço para o surgimento de um novo nome da oposição na capital em 2028 — e dificilmente será Geraldo Júnior.

Ciumento

E, por fim, um recadinho local: parece que um político de Jequié não gostou nada de ver o nome de um ex-vereador citado por aqui.
Primeiramente, obrigado pela audiência — é sempre bom saber que a coluna é lida atentamente.
Agora, convenhamos: ataque de ciúmes pega mal.
Aqui, a gente fala de quem faz política de verdade.
O dia que o nobre parlamentar fizer algo digno de notícia, prometo que ele ganha destaque também.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação