Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
O relato de um dos sobreviventes do grave acidente com um ônibus que deixou sete mortos na BR-122, na região de Iraquara, na Chapada Diamantina, chama atenção para um detalhe que pode ter sido decisivo para preservar vidas: o uso do cinto de segurança.
Daniel Gonçalves, de 26 anos, estava no ônibus que saiu de Fortaleza, no Ceará, com destino a Palmas, no Tocantins, quando o veículo tombou na noite da última sexta-feira (25). O acidente aconteceu por volta das 23h30 e deixou, além das sete vítimas fatais, dezenas de passageiros feridos.
No momento do tombamento, Daniel ficou preso ao banco pelo cinto de segurança. Segundo o sobrevivente, o equipamento evitou que ele fosse arremessado dentro do veículo durante o acidente.
“A gente sobreviveu por causa do cinto, ele que segurou. Nasci de novo”, relatou.
A mãe de Daniel, Dejanira Gonçalves, também estava no ônibus. Ela contou que havia dormido pouco antes do acidente e acordou com o forte impacto provocado pelo tombamento. Segundo ela, o banco mudou de posição, mas o cinto permaneceu preso, fazendo com que ela ficasse pendurada e evitando que fosse lançada pelo interior do ônibus.
O acidente envolveu um ônibus da empresa Rio Real, que transportava 22 pessoas. Sete passageiros morreram e outras pessoas ficaram feridas. Nesta segunda-feira (28), cinco vítimas permaneciam internadas no Hospital Regional da Chapada, em Seabra, algumas delas em estado grave. As causas do acidente são investigadas pelas autoridades.
Ainda de acordo com informações divulgadas sobre o caso, uma das hipóteses é de que o motorista tenha tentado desviar de um veículo que estaria na contramão, perdendo o controle do ônibus. Imagens do sistema de monitoramento do veículo devem auxiliar na investigação.
A tragédia também deixa uma lição que vai muito além das circunstâncias específicas desse acidente. Em uma colisão ou tombamento, não existe tempo para tentar reagir. O cinto de segurança é justamente o equipamento criado para manter o passageiro preso ao banco e reduzir o risco de ser lançado contra outras partes do veículo ou para fora dele.
O caso ocorrido na Chapada Diamantina mostra, de forma dolorosa, que um gesto simples antes de iniciar uma viagem pode fazer diferença em uma situação extrema. Para quem está dentro de um carro, ônibus ou outro veículo equipado com cinto, colocá-lo corretamente não deve ser encarado como uma formalidade, mas como uma medida básica de proteção.
Em meio a uma tragédia que tirou sete vidas, o relato dos sobreviventes reforça uma mensagem que vale para qualquer estrada: o cinto não impede o acidente, mas pode fazer a diferença entre sair dele com vida ou não.
Publicado por:
95 FM
No ar desde 1986, a 95 FM tem sido uma das maiores rádios do interior da Bahia, levando informação pelas ondas sonoras para mais de 1 milhão de ouvintes em mais de 60 municípios.
Saiba MaisNossas notícias
no celular
95 FM
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se