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O filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve suas primeiras cenas divulgadas e já provoca repercussão. O projeto ganha destaque não apenas pela escolha do ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal, mas principalmente pelo comando criativo e político da obra: o deputado federal bolsonarista Mário Frias (PL-SP) é o produtor, roteirista e também integrante do elenco.
Produção internacional com liderança política brasileira
Mário Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro e hoje deputado federal, assumiu o protagonismo nos bastidores do filme. Ele é o responsável direto pelo roteiro, pela produção e por parte das negociações internacionais que permitiram realizar o longa em língua inglesa, com elenco estrangeiro e filmagens fora do Brasil.
Além de atuar atrás das câmeras, Frias também interpreta um dos médicos responsáveis pela cirurgia de Bolsonaro após o atentado de 2018 — um dos eventos centrais da narrativa.
A direção é assinada por Cyrus Nowrasteh, cineasta norte-americano conhecido por dramas históricos. Caviezel, que interpretou Jesus em “A Paixão de Cristo”, assume o papel de Jair Bolsonaro em versão adulta.
Teaser mostra atentado, bastidores políticos e trajetória pessoal
As primeiras imagens exibem momentos que marcaram a ascensão de Bolsonaro:
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cenas do atentado a faca em 2018;
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bastidores da campanha eleitoral;
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hospitalização e cirurgias;
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momentos da carreira como deputado;
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passagens que envolvem sua relação com Michelle Bolsonaro.
O teaser adota tom dramático, com reconstruções históricas e ambientação cinematográfica voltada para o mercado internacional.
Objetivo declarado: alcançar o público global
O filme foi realizado integralmente em inglês, com elenco internacional e pós-produção nos Estados Unidos. A estratégia, segundo a produção, é ampliar o alcance da obra e apresentar Bolsonaro a audiências estrangeiras, especialmente nos EUA e na Europa.
Polêmica e debate público
A participação central de Mário Frias — parlamentar da base bolsonarista e aliado direto do ex-presidente — confere ao filme um viés político explícito. Críticos apontam que a cinebiografia pode funcionar como peça de narrativa favorável a Bolsonaro, especialmente diante dos desdobramentos jurídicos e das discussões sobre sua responsabilidade política nos últimos anos.
Por outro lado, apoiadores veem a obra como uma oportunidade de apresentar uma versão “heroica” da trajetória do ex-presidente ao público internacional.
A estreia de “Dark Horse” está prevista para 2026.
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