O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta terça-feira, 11/11, que “ninguém que faz apologia ao nazismo vai tocar ou cantar em equipamento público da Prefeitura de São Paulo”. A declaração foi dada após a confirmação do show do rapper norte-americano Kanye West, que agora se apresenta com o nome artístico Ye, e que tem sido alvo de fortes críticas por declarações antissemitas e por manifestações de simpatia ao nazismo.

A apresentação estava inicialmente marcada para o dia 29 de novembro, no Autódromo de Interlagos, mas a Prefeitura decidiu revogar a autorização de uso do espaço, que é de responsabilidade municipal. Segundo Nunes, a administração pública “não pode e não vai permitir” que alguém que propague discursos de ódio utilize estruturas públicas da cidade.

A produtora responsável pelo evento confirmou que o show continua previsto, mas informou que busca um novo local para a realização. A empresa ainda não anunciou onde a apresentação deve ocorrer, mas adiantou que os ingressos seguem válidos.

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A decisão do prefeito gerou ampla repercussão, tanto pelo conteúdo político quanto pelo impacto econômico e cultural. Especialistas apontam que o veto estabelece um precedente inédito na gestão de espaços públicos em São Paulo, reforçando que o município pode restringir apresentações que contrariem valores constitucionais, como o repúdio ao racismo e à intolerância.

Kanye West vem acumulando polêmicas desde 2022, quando perdeu contratos com marcas como Adidas, Balenciaga e Gap, após fazer declarações elogiando Adolf Hitler e negando o Holocausto. Mesmo com as críticas e o isolamento no cenário internacional, o rapper continua promovendo discursos de teor extremista.

Com a decisão da Prefeitura, o show de Ye só poderá ocorrer em local privado, caso os organizadores consigam aprovação dos órgãos competentes e garantam a segurança necessária. Até o momento, o artista ou sua equipe não se pronunciaram oficialmente sobre o veto em São Paulo.

FONTE/CRÉDITOS: Redação