A greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal segue mobilizando bancários em Jequié e região. Em entrevista ao programa 95 em Geral, da Rádio 95 FM, o presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié e região, Fabiano Miranda, afirmou que a paralisação faz parte de um movimento nacional e destacou que a principal reivindicação da categoria, neste momento, está relacionada aos planos de saúde.

Segundo Fabiano, os trabalhadores chegaram à paralisação depois de 14 mesas de negociação sem avanços considerados suficientes. Ele explicou que, embora o reajuste salarial também faça parte das discussões, a preocupação central dos funcionários dos bancos públicos é o aumento dos custos dos planos de saúde.

“Nós não aguentamos mais pagar”, afirmou o sindicalista ao explicar que, na avaliação da categoria, as condições de trabalho, a sobrecarga e as metas consideradas abusivas têm contribuído para o adoecimento dos funcionários.

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O presidente do sindicato também criticou o aumento dos custos dos planos de saúde. De acordo com ele, os trabalhadores não consideram suficiente obter reajustes salariais enquanto enfrentam elevações expressivas nas despesas médicas. Fabiano citou como exemplo uma situação em que um reajuste salarial seria muito inferior ao aumento do plano de saúde.

Em Jequié e nos municípios atendidos pelo sindicato, a adesão à paralisação, segundo Fabiano Miranda, chegou a 100% entre os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ele afirmou que nenhuma agência dessas instituições teria aberto para atendimento durante o movimento, embora o sindicato tenha adotado medidas para garantir o funcionamento dos caixas eletrônicos e a manutenção de serviços básicos à população.

Fabiano ressaltou que a intenção dos trabalhadores não é prejudicar os clientes. Segundo ele, a categoria busca manter serviços essenciais e, ao mesmo tempo, pressionar as instituições financeiras para que retomem as negociações e apresentem propostas consideradas satisfatórias.

A paralisação atinge especificamente os bancos públicos. De acordo com o sindicalista, os funcionários dos bancos privados aceitaram a proposta negociada com o setor patronal. Ele explicou que, apesar de as negociações ocorrerem em uma mesa única, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste possuem cláusulas específicas, que acabaram dificultando o avanço do acordo.

O movimento, segundo Fabiano, permanece sujeito às decisões da categoria e às novas rodadas de negociação. O sindicalista afirmou que os trabalhadores não fazem greve por opção, mas como forma de pressionar por avanços nas reivindicações.

Durante a entrevista, também foi destacado que questões como assédio moral, adoecimento dos trabalhadores e metas consideradas excessivas deverão ser abordadas em uma próxima oportunidade pela 95 FM. Fabiano Miranda afirmou que esses temas envolvem uma discussão ampla sobre as condições de trabalho nos bancos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação