A investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS, no âmbito da Operação Sem Desconto, passou a citar o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, a partir de documentos, mensagens e registros analisados pelos investigadores. Até o momento, não há denúncia formal nem indiciamento contra Lulinha, segundo os autos divulgados.

A seguir, a linha do tempo cronológica com os principais fatos conhecidos até agora.

2023

2024

  • A Polícia Federal identifica que Roberta Luchsinger esteve ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, em agendas institucionais.

  • Entre 2024 e 2025, registros de companhias aéreas indicam que Lulinha e Roberta viajaram juntos em pelo menos seis ocasiões, compartilhando o mesmo código de reserva, incluindo:

    • voos domésticos;

    • um voo internacional para Portugal, em junho de 2024.

  • Em alguns trechos, constam também familiares de ambos. A PF destaca que viagens em conjunto não configuram crime, mas são consideradas elemento de proximidade entre os citados.

Início de 2025

  • A PF deflagra novas fases da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, envolvendo servidores, intermediários e operadores financeiros.

  • Um dos principais investigados é Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do suposto esquema.

Buscas e apreensões

  • Durante diligências, a PF apreende agendas, celulares e documentos ligados a investigados.

  • Em uma agenda, aparece a anotação “CPF – Fábio (filho Lula)”, além de referências a ingressos de eventos e a um imóvel em condomínio de alto padrão.

  • Os investigadores não afirmam que o registro comprove envolvimento direto de Lulinha, mas consideram o dado relevante para contextualizar relações pessoais mencionadas no inquérito.

Mensagens interceptadas

  • Diálogos analisados pela PF mostram conversas entre Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, nas quais ela demonstra preocupação após ações da Polícia Federal.

  • Em uma das trocas, Roberta comenta que “pegaram algo com nosso amigo”, expressão que a PF interpreta como possível referência a Lulinha, hipótese que não foi confirmada judicialmente.

  • Em outro trecho, há orientação para troca ou descarte de celulares, o que os investigadores avaliam como possível tentativa de dificultar a coleta de provas.

Análises financeiras

  • Relatórios do Coaf apontam que Roberta recebeu valores considerados elevados, atribuídos a empresas ligadas ao principal investigado do esquema.

  • A PF apura se esses recursos teriam sido utilizados para pagamento de serviços de lobby ou intermediação.

  • Não há comprovação de repasses a Lulinha, segundo os dados divulgados até agora.

Posicionamento da defesa

  • O advogado de Lulinha afirma que as citações ao nome dele são “fofocas e vilanias”, sem valor probatório.

  • A defesa sustenta que não existe qualquer prova de participação do filho do presidente em fraudes no INSS e que a simples menção em agendas ou mensagens de terceiros não caracteriza crime.

  • Roberta Luchsinger também nega envolvimento no esquema e diz que a investigação permitirá esclarecer os fatos.

Repercussão política

  • Com a divulgação das informações, parlamentares passaram a defender a convocação de Lulinha como testemunha na CPI do INSS, prevista para iniciar os trabalhos em 2026.

  • Até o momento, não há decisão formal de convocação.

Situação atual

  • A Operação Sem Desconto segue em andamento.

  • Lulinha não é investigado formalmente, não foi indiciado nem denunciado.

  • A PF afirma que as apurações continuam para esclarecer eventuais vínculos, fluxos financeiros e responsabilidades dentro do esquema investigado.

O departamento de jornalismo da Rádio 95 FM segue acompanhando o caso e atualizará as informações à medida que novos desdobramentos forem oficialmente confirmados pelas autoridades.

FONTE/CRÉDITOS: Redação