O caso envolvendo o Banco Master ganhou um novo capítulo e colocou novamente o nome do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, no centro das investigações. Em uma proposta de delação premiada apresentada às autoridades, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, receberiam 10% de comissões relacionadas a aportes feitos por institutos de previdência no Banco Master.

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, os valores poderiam chegar a R$ 200 milhões. A acusação aponta que os dois teriam participado de articulações para viabilizar cerca de R$ 2 bilhões em recursos provenientes de institutos de previdência dos estados do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além de operações envolvendo a Cedae.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (10) e fazem parte de uma proposta de colaboração que, até o momento, não foi homologada pela Justiça. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram a proposta apresentada por Vorcaro.

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O ex-banqueiro teria apresentado mensagens, contratos e outros documentos para sustentar as declarações. No entanto, segundo as informações divulgadas, Vorcaro não teria conseguido apontar valores efetivamente pagos a ACM Neto ou Rueda, mas afirmou que contratos firmados com empresas ligadas aos dois estariam relacionados aos supostos repasses.

O nome de ACM Neto já havia aparecido em documentos relacionados ao Banco Master. Em abril deste ano, dados encaminhados pela Receita Federal a uma CPI apontaram que uma empresa ligada ao político recebeu R$ 5,45 milhões do banco entre 2023 e 2025. A empresa afirmou que os serviços foram contratados de forma lícita, transparente e devidamente prestados.

A defesa de Antônio Rueda também afirmou que os serviços jurídicos prestados ao Banco Master constituíam atividade profissional legítima e regular, sem relação com sua atuação política.

Além das acusações envolvendo ACM Neto e Rueda, Vorcaro teria relatado às autoridades outras articulações políticas e financeiras relacionadas ao Banco Master, incluindo operações envolvendo institutos de previdência e o Banco de Brasília, o BRB.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. As declarações atribuídas a Daniel Vorcaro ainda precisam ser analisadas e comprovadas pelas autoridades, e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual prática criminosa pelos citados.

ACM Neto e Antônio Rueda negam irregularidades.

FONTE/CRÉDITOS: Redação