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Um depoimento prestado à Polícia Federal e encaminhado à CPMI do INSS aponta que Lulinha teria recebido uma “mesada” mensal de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como Careca do INSS —, ex-servidor acusado de operar um esquema de fraudes no instituto previdenciário.
Além disso, o delator relata um suposto repasse extra de R$ 25 milhões ao filho do presidente, embora o depoimento não detalhe a moeda, a origem exata ou o propósito desse montante.
O mesmo ex-funcionário afirma que Lulinha chegou a viajar com Antunes — inclusive para fora do país, segundo as mensagens anexadas à investigação — o que reforça a proximidade entre ambos.
CPMI reage — mas barre pedido de convocação
Em sessão realizada nesta quinta-feira (4), a CPMI do INSS rejeitou a convocação de Lulinha para prestar depoimento: o placar foi de 19 votos contrários e 12 favoráveis. A base governista, segundo parlamentares da oposição, atuou para evitar o chamado, gerando acusações de “blindagem”. Também foi rejeitado anteriormente o pedido para ouvir a testemunha que trouxe as denúncias, o que, para críticos, enfraquece a transparência do processo.
Defesa e lacunas nas provas
Até o momento, não foram apresentados documentos públicos — como contratos, notas fiscais, comprovantes de repasse ou movimentações bancárias — que corroborem as alegações contidas no depoimento. As acusações baseiam-se exclusivamente na fala de um delator, cuja credibilidade é contestada por aliados de Lulinha.
A defesa, por sua vez, classifica as denúncias como infundadas e “piramidais”, afirmando que não há indícios concretos de irregularidade financeira ou relação societária formal entre Lulinha e o “Careca do INSS”.
O que pode vir por aí
Com os dados já apresentados, a CPMI estuda novas diligências — como a quebra de sigilos bancário e fiscal — para rastrear eventuais repasses e investigar a fundo a estrutura financeira denunciada. Especialistas em processo legislativo alertam: sem provas documentais, a acusação permanece como indício, o que pode dificultar condenações ou sanções jurídicas, mesmo que politicamente o escândalo provoque forte repercussão.
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