A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que presenciou o ex-presidente Jair Bolsonaro em intenso sofrimento durante atendimento médico no hospital DF Star, em Brasília. Segundo ela, Bolsonaro chegou a pedir a Deus para levá-lo, por não suportar as dores que sentia naquele momento.

De acordo com Michelle, o ex-presidente estava desorientado, com dificuldades para se comunicar e confusão mental, quadro que ela atribui ao uso de medicamentos fortes e às dores persistentes decorrentes das múltiplas cirurgias realizadas ao longo dos últimos anos. Ainda segundo o relato, Bolsonaro não conseguia precisar o horário da queda ocorrida na cela onde está preso, mencionando apenas a existência de um degrau no local, que pode ter contribuído para o acidente.

Michelle destacou que Bolsonaro já passou por nove cirurgias, possui comorbidades e sofre com episódios frequentes de tontura. Ela afirmou que, em casa, costuma acompanhá-lo de perto justamente para evitar quedas. A ex-primeira-dama também criticou o tempo de atendimento médico e disse que teve pouco contato com o marido no dia do ocorrido.

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No relato, Michelle voltou a defender a concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro, alegando que a idade e o estado de saúde do ex-presidente exigem cuidados médicos e psicológicos contínuos, o que, segundo ela, não seria possível em uma cela solitária. Ela também mencionou demora na autorização para que Bolsonaro fosse levado ao hospital.

Familiares do ex-presidente, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro, também criticaram a resposta ao incidente e classificaram como inaceitável a demora no atendimento após a queda.

Após passar por exames como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, Jair Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo craniano leve, sem a constatação de lesões intracerebrais graves.

FONTE/CRÉDITOS: Redação