O ex-pastor e ex-presidente da organização cristã Exodus International, Alan Chambers, de 54 anos, foi preso no estado da Flórida, nos Estados Unidos, acusado de tentativa de aliciamento de menor para fins sexuais. A prisão aconteceu após uma operação conduzida pelo Escritório do Xerife do Condado de Orange, que utilizou agentes infiltrados em redes sociais e aplicativos de mensagens. 

De acordo com as autoridades norte-americanas, Chambers acreditava estar conversando com um adolescente de 14 anos por meio do Snapchat e do Telegram. No entanto, o suposto menor era, na verdade, um investigador disfarçado. As conversas, segundo os documentos da investigação, continham mensagens de teor sexual explícito e planos para um possível encontro presencial.

A polícia informou que Alan Chambers foi abordado durante uma blitz de trânsito e acabou preso. Ele responde por acusações de solicitação de menor, transmissão de material impróprio para menores e uso ilegal de dispositivo de comunicação para prática criminosa.

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O caso ganhou repercussão internacional porque Chambers foi, durante anos, uma das figuras mais conhecidas do movimento religioso conservador ligado às chamadas terapias de conversão sexual. Ele presidiu a Exodus International, entidade que defendia a ideia de que pessoas homossexuais poderiam mudar sua orientação sexual por meio da fé e de aconselhamento religioso.

Em 2012, Chambers começou a rever publicamente suas posições sobre o tema e declarou que a chamada “cura gay” não funcionava e causava danos emocionais em muitas pessoas. No ano seguinte, anunciou o encerramento definitivo da Exodus International e pediu desculpas públicas à comunidade LGBTQIA+ pelos impactos provocados pela organização.

As autoridades da Flórida afirmaram que as investigações continuam e pediram que possíveis vítimas ou pessoas com informações adicionais procurem a polícia local. Até o momento, a defesa de Alan Chambers não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação