O dia 12 de agosto marca o dia da juventude, que é comemorado em todo o país e relembra a necessidade de pensar e implementar políticas públicas para a juventude, ou o termo mais utilizado, Juventudes, mostrando a pluralidade que esta parcela da população representa.

Em Jequié, a única cidade da região que conta com um órgão municipal voltado para esta significativa parcela da população, a representação juvenil ainda conta com um conselho municipal da juventude, uma comissão de juventude na câmara dos vereadores e um fundo municipal da juventude. Todos os instrumentos necessários para se discutir as necessidades e implementar, em conjunto com os poderes executivo e legislativo, políticas públicas para os jovens.

Em contraste com toda essa estrutura, temos uma das cidades mais violentas do país em 2024, ocupando a segunda colocação. Jequié está no top 3 desde 2022, quando foi conhecida nacionalmente como a cidade mais violenta do Brasil. De lá para cá, o governo estadual e o municipal passaram a investir em segurança pública, com mais policiais e equipamentos para combater a criminalidade. O resultado foi quase imperceptível, pois a cidade continua no topo das cidades mais violentas do país, com altos índices de homicídios tendo como principal perfil, jovens com idades entre 15 e 29 anos.

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E o que a Diretoria de Juventude tem feito para mudar esse panorama? Quais são as ações realizadas pela diretoria para mitigar o avanço da violência e da criminalidade sobre a juventude municipal?

Quais são as medidas que o município, por meio das secretarias municipais, tem tomado para propor políticas públicas para os jovens? O que o Conselho Municipal da Juventude tem feito? Quais são as ações que foram discutidas e/ou implementadas pela Comissão de Juventude da Câmara dos Vereadores? O que a juventude municipal tem a comemorar neste Dia da Juventude?

Enquanto o poder público continuar pensando que a violência só se combate com mais polícia, teremos uma cidade que condena seus jovens à morte, pela falta de políticas públicas para os jovens.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Gomes