A trajetória atual de emissões de gases de efeito estufa (GEE) coloca o planeta no caminho de ultrapassar, já na próxima década, o limite de 1,5ºC de aquecimento estabelecido no Acordo de Paris. O alerta consta na página 9 do “Annual Report 2025” – Relatório Anual 2025, em português – da Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta a insuficiência das ações já adotadas para conter o avanço da crise climática.

Nesse contexto de pressão crescente, as certificações ESG — sigla para Ambiental, Social e Governança, em português — ganham tração na América Latina, conforme destaca a página 32 da “Quality Magazine”, do Latin American Quality Institute (LAQI). A publicação ressalta que, longe de um movimento circunstancial, a adesão reflete realidades de empresas e setores produtivos. A escolha entre investir em práticas ESG ou preservar o caixa, por exemplo, parte muitas vezes da falta de informações.

Nesse cenário, a LAQI tem estruturado um modelo próprio para apoiar empresas na incorporação prática desses critérios. Um exemplo é a LAQI Q-ESG Certification, uma validação institucional privada, multissetorial e transversal, orientada à análise da maturidade organizacional nas dimensões de Qualidade (Q), Ambiental (E), Social (S) e Governança (G), com base em evidências mínimas verificáveis e critérios objetivos de pontuação.

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De acordo com o fundador e principal executivo da LAQI, Daniel Maximilian Da Costa, na prática, isso significa traduzir compromissos amplos em rotinas operacionais, metas mensuráveis e mecanismos de monitoramento, reduzindo a distância entre discurso e execução.

“O que está em jogo não é apenas reputação ou conformidade, mas a própria capacidade de continuidade dos negócios em um ambiente cada vez mais pressionado por riscos climáticos, sociais e econômicos. Iniciativas como as conduzidas pela LAQI mostram que estruturar essa agenda deixou de ser uma escolha e passou a ser uma condição para operar”, conclui.

FONTE/CRÉDITOS: DINO