Os dados de previsão de repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica apontam que dez municípios baianos concentrarão os maiores valores de transferência do FUNDEB em 2026, a previsão realizada pela FE Consultoria, especializada em controle social e finanças públicas, se baseia na Portaria Interministerial n.º14/2025. A lista é liderada por Salvador, que deverá receber R$ 1.208.349.767,32, reflexo do maior contingente populacional do estado, com 2.568.928 habitantes.

Na sequência aparecem Feira de Santana, com previsão de R$ 491.408.535,41, e Juazeiro, que deve receber R$ 425.801.011,19. Também figuram entre os maiores volumes Vitória da Conquista, com R$ 403.023.261,04, e Porto Seguro, com R$ 294.120.058,52.

Com valores superiores a R$ 200 milhões, aparecem ainda Camaçari, que deverá receber R$ 250.761.741,30; Barreiras, com R$ 221.273.354,05; e Senhor do Bomfim, que tem previsão de R$ 219.394.718,44. Com cifras próximas dos R$ 200 milhões estão Jequié, com R$ 199.793.082,35, e Araci, que deverá receber R$ 199.731.025,16.

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Os valores refletem principalmente o número de matrículas na rede pública e os critérios de redistribuição do fundo, que tem como objetivo financiar a educação básica e valorizar os profissionais da educação. Municípios com maior população e maior rede escolar tendem a concentrar mais recursos, mas cidades de médio porte e até mesmo com menos de 100 mil habitantes, como Senhor do Bomfim e Araci, também figuram entre os maiores repasses devido à estrutura de suas redes municipais.

Apesar do volume expressivo de recursos, os índices de aprendizado continuam sendo um desafio, especialmente nos municípios com menos de 100 mil habitantes. Nessas cidades, os indicadores de desempenho em avaliações externas costumam apresentar maior oscilação e, em muitos casos, resultados abaixo das metas projetadas. A aplicação eficiente dos recursos do FUNDEB, com foco na formação de professores, melhoria da infraestrutura escolar e acompanhamento pedagógico, é determinante para transformar o aporte financeiro em avanço real na qualidade do ensino.

Em 2026, a expectativa é que o reforço orçamentário permita ampliar investimentos em educação infantil e ensino fundamental, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a permanência dos estudantes na escola, sobretudo no interior do estado, onde a dependência dos repasses federais é ainda mais significativa para a manutenção das redes municipais. 

Veja abaixo a previsão para os 417 municípios da Bahia: 

FONTE/CRÉDITOS: Redação