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O ano na Bahia só começa após o carnaval, mas para muitos candidatos, nem o período festivo os fez aliviar nas articulações. Vamos a um resumo de como foram os últimos dias e o que virá pela frente. 2026 chegou com tudo e promete muitas emoçoes.
Casa dividida
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República pelo grupo bolsonarista não tem animado a madrasta e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nos bastidores, comenta-se que desde que o enteado foi escolhido como nome do grupo, Michelle não fez uma única publicação em apoio direto. Pelo contrário: passou a compartilhar, com frequência cada vez maior, conteúdos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — o nome preferido do Centrão para enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva.
Há quem diga que a insatisfação teria um motivo bem objetivo: Michelle seria a candidata natural a vice na chapa presidencial. Fato é que aliados próximos tentam aparar as arestas dessa querela familiar antes que ela vire crise pública. Se não resolverem logo, melhor marcar participação no “Casos de Família”.
Jogou pra galera errada
Ainda falando em Flávio, após o episódio de racismo contra Vinícius Júnior na partida entre Benfica e Real Madrid, o senador publicou um tweet de apoio ao jogador brasileiro. A intenção pode ter sido boa, mas o efeito foi o oposto.
Parte de seus seguidores saiu em defesa do atleta argentino acusado de ofensa. Outros chegaram a alertar que o gesto poderia custar votos. Nas bolhas mais radicalizadas, combater o racismo virou pauta “de esquerda”. Resultado: Flávio tentou marcar posição e acabou desagradando parte do próprio público. Vigia, vaso.
Cuspindo no prato?
Pegou muito mal a fala do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre prefeitos que estão apoiando a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Segundo Neto, “quem elege é o povo”, demonstrando pouco entusiasmo com o apoio formal de gestores municipais.
A declaração gerou irritação no meio político. O problema é simples: campanhas majoritárias na Bahia passam, inevitavelmente, pelas articulações dos prefeitos. São eles que mobilizam bases, estruturam palanques e garantem capilaridade. Se a relação já não estava das melhores, a fala colocou mais lenha na fogueira.
E pra piorar…
A escolha de Flávio Bolsonaro como nome da direita tem provocado movimentos discretos em Brasília. Lideranças do chamado Centrão avaliam manter distância do projeto bolsonarista para não se desgastar com Lula. Há relatos de conversas reservadas entre dirigentes partidários alinhados ao União Brasil e integrantes da base governista no Congresso.
Se essa reconfiguração se confirmar, ACM Neto pode perder um apoio estratégico para 2026. E, em política, isolamento raramente termina bem.
Com a bola toda
Enquanto isso, em Jequié, quem vive fase de prestígio é o prefeito Zé Cocá. Reeleito com mais de 90% dos votos, tornou-se peça cobiçada tanto por governistas quanto por oposicionistas. Durante o Carnaval, surgiram especulações de que o PP o indicaria como vice numa eventual chapa encabeçada por Neto.
Jerônimo, que já falou publicamente em “noivado” político com Cocá, aguarda definição. Chegou-se a ventilar a hipótese de o prefeito substituir Geraldo Júnior na vice-governadoria. Mas, segundo fontes próximas, há 99,9% de chance de Cocá permanecer no comando de Jequié. Se confirmado, frustra planos da oposição e mantém o prefeito focado na gestão municipal — que, aliás, é onde sua força está consolidada.
Por falar em oposição…
O clima não é dos melhores. Aliados remanescentes de ACM Neto disputam protagonismo num espaço cada vez mais estreito. Há ex-presidente da ALBA isolado, ex-aliado do governo mordido de ciúmes e gente que brigou por vaga majoritária torcendo para, ao menos, voltar como suplente.
Blogs simpáticos ao ex-prefeito tentam criar narrativas e plantar cenários alternativos. Um deles chegou a sugerir que o PSB poderia ser entregue à família Coronel para mantê-los na base — informação rapidamente desmentida por fontes internas da legenda.
Se a oposição não conseguir um fato político de grande impacto, 2026 pode ser ainda mais difícil do que 2022.
Peguem a pipoca. Porque, do jeito que vai, promete ser “absolute cinema”.
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