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O clima natalino está chegando, mas os bastidores políticos continuam tudo, menos fraternos. Enquanto alguns pensam em ceia, panetone e férias, outros só enxergam 2026 no horizonte. É o período das articulações, costuras silenciosas e disputas por espaço nas chapas majoritárias. Vamos aos destaques da semana.
Prego que se destaca?
Ao que tudo indica, uma nova estrela está surgindo na política local. A diretora do Hospital Geral Prado Valadares, Ana Paula, tem ganhado visibilidade pela condução firme e eficiente de um dos maiores hospitais do interior da Bahia. Coincidência ou não, começaram a surgir histórias fantasiosas sobre o HGPV — tentativa clara de arranhar sua imagem.
Ela nunca disse que tem pretensões políticas, mas é curioso ver tanta gente preocupada com a possibilidade. Como diz o ditado: ninguém joga pedra em árvore que não dá frutos. Vale acompanhar os próximos capítulos.
Chapa dos sonhos
Circulou com força, nos bastidores, o rumor de que a chapa ao governo do estado em 2026 pode unir Jerônimo Rodrigues e Zé Cocá. Seria o casamento perfeito para a maior parte do interior – e, claro, para o “pintadinho”.
Se isso se confirmar, o partido de Lídice da Mata, o PSB, sairá fortalecido, mas ainda precisa negociar com o MDB, casa do atual vice-governador Geraldo Jr., que não demonstra a menor intenção de largar o posto. Ainda mais depois do vexame na disputa pela prefeitura de Salvador, quando conseguiu o feito de ser terceiro colocado numa eleição polarizada entre o grupo de Bruno Reis e a esquerda baiana.
Afrobege
Na eleição passada, o ex-prefeito de Salvador inovou: após anos se declarando branco, resolveu que seria negro. Chegou até a tomar sol para “ficar convincente”. Não deu certo. Falta a ele a pimenta da cabeça da dita e o dendê que molha o corpo do baiano.
Agora, para 2026, preparou uma equipe de campanha robusta: 30 pessoas, sendo zero negros e apenas uma mulher. de acordo com uma fotografia divulgada por eles. Um contrassenso gigante em um estado de maioria negra.
E o pior: ninguém ao lado dele parece disposto a dizer o óbvio. No fim, a única coisa que ainda lembra o velho ACM é o sobrenome.
Assédio político
Tem político que simplesmente não sabe ouvir “não”. Um prefeito que já foi aliado de ACM Neto e hoje integra a base de Jerônimo contou que vem sofrendo assédio pesado do grupo do ex-prefeito de Salvador.
Mas o ditado é claro: quem não dá assistência, abre espaço para a concorrência.
Neto, depois de perder a eleição estadual, se isolou e deixou um vácuo entre seus aliados. Jerônimo ocupou todos os espaços deixados. Para Neto restaram apenas aqueles que o governador não faz questão.
Prisão de Bolsonaro
Uma semana após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, os memes continuam saindo como água. O interessante é que grande parte deles é fornecida pela própria família.
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Da lua foi visitar o pai e reclamou do tempo cronometrado da visita.
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Outro filho disse que levou livros… livros de caça-palavras.
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E Michelle? Saiu da visita ao marido — agora presidiário — com um sorriso que surpreendeu até apoiadores.
O resultado: combustível infinito para a internet, que segue comemorando cada desdobramento.
Subiu no telhado
A federação PP/União Brasil parece mais perto do colapso do que nunca. O desgaste é reflexo direto das más companhias e das duas operações recentes da Polícia Federal, envolvendo o Banco Master e a Refit.
Há quem diga que será o maior fracasso político desde a vitória de ACM Neto sobre um candidato desconhecido.
Para piorar, o governador de Goiás, antes tratado como esperança para candidatura presidencial, está sendo rifado pelos próprios aliados.
As expectativas, antes de chegar ao segundo turno, já caíram para “eleger muitos deputados”. Do jeito que vai, o objetivo final será apenas “chegar vivo ao dia da eleição”.
Num cantinho rabiscado do verso
A música de Gian & Giovane foi um hit absoluto, tocou e ainda toca na 95 FM. E parece que é exatamente com essa trilha que anda a cabeça de um certo deputado — dono de uma rede de postos de combustíveis — depois que a Polícia Federal encontrou uma anotação com o nome dele durante a operação contra o grupo Refit.
Coincidência? Só se for para quem acredita em Papai Noel.
Vale lembrar que esse deputado já esteve em outra enrascada: a Operação Overclean, que investiga desvios milionários de emendas parlamentares. Um esquema robusto, daqueles que ainda vai render muita dor de cabeça, delação premiada e político acordando com o famoso “Toc toc toc” às 5 da manhã, acompanhado de um “Polícia Federal, bom dia”.
Não aprenderam?
O grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador parece não ter aprendido absolutamente nada com 2022.
Iniciaram uma campanha feroz, patrocinada, tentando moldar a opinião pública com pesquisas eleitorais para 2026. A orientação interna é clara: dizer que Jerônimo não ganha, repetir à exaustão, tentar criar clima, gerar manchete.
A estratégia é idêntica àquela de 2022, quando, segundo as “pesquisas”, Neto venceria no primeiro turno e de lavada.
A realidade?
Apuração encerrada, Jerônimo na frente, e o segundo turno foi só declive, ladeira abaixo, vale das sombras.
Agora, reaparecem com “números” baseados em amostragens que representam 0,0001% do eleitorado, vendidas como grande verdade. Quero ver a confiança quando as urnas fecharem e o TSE começar a contar.
Se em 2022 Neto tinha apoio maciço de prefeitos, hoje a situação é ainda mais frágil.
O castelo encolheu. Os aliados rarearam.
E o discurso da vitória antecipada segue tão vazio quanto uma pesquisa sem metodologia.
Vamos ver o que conseguem aprontar até lá.
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