A Câmara dos Deputados acaba de aprovar uma lei que nada mais é do que um escudo para a corrupção, um passaporte para a criminalidade institucionalizada e um insulto direto ao povo brasileiro. Com essa decisão vergonhosa, parlamentares voltam a se colocar acima da lei, como se fossem uma casta divina, intocável, inimputável.

Vale lembrar: a Constituição de 1988 já havia dado esse privilégio aos deputados, permitindo que nenhum processo criminal fosse aberto sem autorização da própria Casa. O resultado? Uma década de crimes acobertados, como os horrores cometidos por Hildebrando Pascoal, o "deputado da motosserra", que torturava e assassinava seus inimigos políticos, protegido por esse mesmo dispositivo. Somente depois da revolta da sociedade é que esse absurdo foi corrigido, devolvendo aos parlamentares a condição de cidadãos comuns diante da lei.

Agora, em um retrocesso vergonhoso, a Câmara resolve ressuscitar o privilégio da impunidade. O recado é claro: querem voltar a ser intocáveis, livres para roubar, desviar, corromper e até matar sem medo de punição. Como bem ironizou o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), até criminosos do PCC ou do Comando Vermelho poderiam se eleger e se blindar, transformando o Congresso num bunker do crime organizado.

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Ao aprovar essa aberração jurídica, os deputados cospem na cara de quem paga seus salários. Se colocam como deuses acima da lei, zombando da justiça e da população que os elegeu. É a institucionalização da impunidade, o desmonte da democracia e a transformação da Câmara num antro blindado contra a responsabilidade criminal.

E para Jequié, fica o registro: Alguns deputados manifestaram o seu lado contra o povo e a favor de favorecer a casta política, dando privilégios e impunidade. É necessário ter em mente quem pauta o seu mandato em favor dos eleitores e quem vota apenas por interesses próprios e contra a transparência e ao combate à corrupção.

O povo precisa saber: quem votou por essa lei não está defendendo a democracia, está defendendo os próprios privilégios, está defendendo o crime.

FONTE/CRÉDITOS: Redação