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O INAF – Indicador do Anafalbetismo Funcional, Uma iniciativa da Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro, o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) foi criado em 2001 , divulgou nesta segunda-feira, 05/05, dados do analfabetismo funcional no país. De acordo com o INAF, nos últimos 10 anos, o índice de analfabetismo funcional caiu de 39% para 29%.
Os resultados obtidos ao longo das dez edições do Inaf, em um período de 23 anos, mostram uma significativa redução do número de analfabetos na população brasileira, caindo de 12%, em 2001-2002, passando a oscilar entre 4%, e 7%, no limite da margem de erro.
Ao longo dos anos, houve também uma redução da proporção de brasileiros no nível Rudimentar (que fazem um uso bastante limitado da leitura, da escrita e das operações matemáticas em suas tarefas do cotidiano), de 27%, em 2001-2002, para um patamar estabilizado de pouco mais de 20% desde 2009.
Por outro lado, chama a atenção que a proporção de alfabetizados em nível Proficiente permanece inalterada desde o início da série histórica, oscilando em torno de 12%.
Alfabetismo e escolaridade
A escolaridade é o principal indutor da elevação do nível de alfabetismo. Mesmo assim, o Inaf mostra que há um grande número de pessoas que não conseguem chegar ao alfabetismo em nível consolidado mesmo tendo maior escolaridade.
Em 2024, oito Em cada dez que cursaram apenas os anos iniciais do Ensino Fundamental permanecem na condição de analfabetismo funcional e 19% chegam apenas ao nível elementar.
Dentre aqueles que cursaram os anos finais do Ensino Fundamental 43% podem ser classificado como analfabeto funcional, 40% têm alfabetismo elementar e apenas 17% chegam ao nível consolidado de alfabetismo.
Entre as pessoas classificadas pela escala Inaf no nível Proficiente, 38% estuda ou estudou até o ensino médio e mais da metade (54%) cursam ou cursaram a Educação Superior.
Para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros, foram ouvidas 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país. A margem de erro varia entre dois e três pontos percentuais.
O levantamento conclui que a alta taxa de alfabetizados entre os mais jovens evidencia o “efeito positivo das políticas de inclusão e valorização da escola para crianças e jovens realizadas nas últimas duas décadas”, já que a brasileiros dentro deste recorte de idade “são os que se beneficiaram das políticas de inclusão massiva da população na escola.”
Para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros, foram ouvidas 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país. A margem de erro varia entre dois e três pontos percentuais.
Os resultados foram divididos em cinco categorias:
- Analfabeto
- Rudimentar
- Elementar
- Intermediário
- Proficiente
Outros destaques do levantamento:
- A proporção de analfabetos funcionais ficou em queda de 2001 a 2009, quando estagnou em 27% e assim permaneceu até voltar a crescer em 2018, indo para 29%, onde permanece.
- O percentual de analfabetismo funcional é maior entre pessoas de 40 a 64 anos, chegando a atingir 51% das pessoas com 50 anos ou mais.
- Em contrapartida, o maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas se encontra nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e 30 a 39 anos (78%).
- A desigualdade também se mantém no aspecto racial, e de maneira drástica. Em 2024, 41% dos que se declararam brancos foram considerados alfabetizados consolidados (intermediário ou proficiente). Entre os pardos e pretos, apenas 31% estavam na mesma categoria, e ainda menos (19%) amarelos e indígenas alcançaram os mesmos níveis.
- Em uma tendência já observada nos anos anteriores, as mulheres ficam, em média, em patamares superiores aos dos homens: 73% das mulheres são consideradas funcionalmente alfabetizadas, enquanto a proporção é de 69% entre os homens.
O levantamento conclui que a alta taxa de alfabetizados entre os mais jovens evidencia o “efeito positivo das políticas de inclusão e valorização da escola para crianças e jovens realizadas nas últimas duas décadas”, já que a brasileiros dentro deste recorte de idade “são os que se beneficiaram das políticas de inclusão massiva da população na escola.”
Publicado por:
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