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O Brasil encerrou o trimestre com uma notícia histórica: a taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor índice já registrado pelo IBGE desde o início da série, em 2012. O dado, divulgado nesta sexta-feira, 28/11, aponta para um cenário de recuperação acelerada do mercado de trabalho nacional, acompanhado pela elevação do número de pessoas ocupadas e pela redução da subutilização da mão de obra.
De acordo com o levantamento, o país contabiliza cerca de 5,9 milhões de pessoas desempregadas, também o menor contingente já registrado. A ocupação total cresceu, a força de trabalho se expandiu, e a taxa de subutilização — que inclui desocupados, subocupados e desalentados — caiu para 13,9%, outro recorde de baixa.
Apesar do avanço nacional, o retrato regional ainda mostra realidades distintas. Na Bahia, os números mais recentes do IBGE indicam uma trajetória de melhora, mas ainda distante da média brasileira. No segundo trimestre de 2025, o estado registrou 9,1% de desemprego — sua menor marca em mais de uma década, mas ainda uma das maiores taxas do país. No terceiro trimestre, o índice caiu para 8,5%, mantendo a Bahia na terceira posição entre os estados com mais desocupação.
O estado, entretanto, alcançou recorde de pessoas ocupadas: são 6,458 milhões de trabalhadores, segundo dados oficiais. A melhora veio acompanhada de crescimento tanto da formalização quanto do trabalho por conta própria. A informalidade, no entanto, permanece elevada: mais de 52% dos trabalhadores seguem fora da formalidade — um indicador que revela fragilidade nas relações de trabalho e limita os ganhos reais da queda do desemprego.
A subutilização da força de trabalho — que indica quem gostaria de trabalhar mais horas, mas não consegue — também segue em patamar alto na Bahia, alcançando 27% no segundo trimestre de 2025.
Reflexos para o interior baiano
Para municípios como Jequié e outras cidades do interior, o movimento nacional de recuperação pode levar mais tempo para se refletir plenamente. A economia regional, marcada por forte presença do comércio, serviços, construção civil e agricultura, depende do ritmo de investimentos públicos e privados. Além disso, a falta de dados específicos por município — já que o IBGE divulga indicadores detalhados apenas em recortes maiores — dificulta a análise precisa da realidade jequieense em 2025.
Ainda assim, especialistas avaliam que o cenário nacional cria condições mais favoráveis para polos regionais como Jequié, sobretudo se houver estímulo à qualificação profissional, apoio a micro e pequenos negócios e políticas de geração de emprego.
Enquanto isso, a Bahia avança, mas mantém o desafio estrutural de reduzir informalidade, elevar o número de empregos formais e aproximar o desempenho regional dos índices positivos registrados no conjunto do país.
Realidade de Jequié
Dados do painel do CAGED indicam que em 2025, foram admitidos 8.661 novos trabalhadores de carteira assinada, enquanto 7.635 foram desligados, gerando um saldo positivo de 1.026 novos postos de empregos na cidade (Dados de Janeiro a Novembro/2025). Os setores que mais criaram novas vagas de empregos formais foram comércio e serviços, demonstrando que as ações de valorização do comércio local por parte do município em conjunto com a Câmara de Dirigentes Lojistas teve impacto positivo para o mercado de trabalho. Os números, apesar de positivos, ainda representam um desafio para o poder público, que busca qualificar o município para atrair novas emrpesas e gerar novos postos de trabalho. A criação de um novo Distrito Industrial parece ser o caminho mais indicado para o município que conta com diversas instituições de formação como a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, o Instituto Federal da Bahia - IFBA, faculdades particulares e aguarda a implantação nos próximos meses, do campus da Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSBA.
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