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A disputa em torno da nova faixa de isenção do Imposto de Renda ganhou mais um capítulo no Congresso. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, apresentou uma emenda que derruba a compensação fiscal prevista pelo governo para bancar a isenção até R$ 5 mil.
Sem essa compensação, a proposta do Executivo perde sustentação, já que o impacto da medida nos cofres públicos pode ultrapassar R$ 31 bilhões em 2026. O governo contava com a tributação mais pesada sobre quem recebe acima de R$ 50 mil mensais, medida que poderia gerar até R$ 34 bilhões, para equilibrar a conta.
Além de atacar o mecanismo de compensação, a oposição ainda apresentou uma proposta alternativa: ampliar a faixa de isenção para R$ 10 mil. A manobra tem forte peso político e pressiona o governo a escolher entre bancar um rombo fiscal ainda maior ou desistir de sua principal vitrine social no campo tributário.
Críticos apontam que o texto enviado pelo Executivo ainda tem pontos obscuros. O ex-secretário da Receita, Everardo Maciel, chamou a proposta de incoerente e mal estruturada, reforçando o clima de incerteza em torno da votação.
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