O vereador Aroldo Brito utilizou entrevista concedida ao programa Conexão 95, da Rádio 95 FM, para rebater críticas relacionadas ao trabalho social desenvolvido junto a pessoas em situação de rua e dependentes químicos em Jequié. Durante a conversa, o parlamentar afirmou que o problema da dependência química precisa ser tratado como uma questão de saúde pública e criticou o que classificou como “falta de empatia” e “moralismo” de parte da sociedade.

Aroldo comentou declarações feitas recentemente por uma mulher durante outro programa de rádio, que teria associado o aumento da criminalidade e episódios de violência envolvendo moradores de rua ao trabalho desenvolvido por ele junto a usuários de drogas. Sem citar nomes, o vereador disse que cada pessoa deve ter responsabilidade pelo que fala e destacou que muitas famílias são destruídas pelo vício em álcool e drogas.

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Segundo o parlamentar, o trabalho social desenvolvido por ele começou antes mesmo da vida política, através do projeto “Sopa Solidária”, que realiza distribuição de alimentos e ações de acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Aroldo afirmou que o contato direto com os dependentes químicos é necessário para criar vínculos de confiança e possibilitar encaminhamentos para tratamento.

Durante a entrevista, o vereador destacou a implantação do projeto “Consultório na Rua”, apontado por ele como o primeiro projeto de lei apresentado em 2025. A iniciativa oferece atendimento itinerante com equipe formada por profissionais de saúde bucal, psicólogo, enfermeiro, assistente social e educador físico. O objetivo é atender usuários em situação de rua e encaminhá-los para serviços de assistência e recuperação.

Aroldo também citou o trabalho realizado em parceria com o CAPS AD além do apoio a comunidades terapêuticas e centros de recuperação como Ser Livre, Shamá, Peniel e Renascer. Segundo ele, muitas famílias já não conseguem mais manter contato ou custear o tratamento de parentes dependentes químicos, e por isso o apoio social se torna fundamental.

Ao comentar casos recentes de violência envolvendo pessoas em situação de rua, o vereador afirmou que não pode haver generalização e destacou que cada indivíduo responde pelos próprios atos. Ele reconheceu que existe violência dentro desse contexto, principalmente em situações de uso intenso de drogas, mas defendeu que isso não invalida a necessidade de políticas públicas de acolhimento e recuperação.

O parlamentar também revelou que muitos dos usuários encontrados nas ruas possuem residência e vínculos familiares, mas acabam deixando suas casas devido ao avanço do vício. Segundo Aroldo, o trabalho social realizado por ele frequentemente inclui busca ativa por familiares em outros municípios e estados. Ele citou casos de pessoas localizadas em Jequié cujas famílias estavam há anos sem notícias, inclusive em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Outro tema abordado na entrevista foi o aumento dos casos de violência contra idosos em Jequié. Aroldo afirmou que recebe diariamente denúncias de abandono, agressões físicas, psicológicas e exploração financeira de idosos por familiares. Segundo ele, o abrigo de idosos da cidade enfrenta superlotação e há uma fila crescente de pessoas aguardando acolhimento.

Ao final da entrevista, o vereador reafirmou que continuará defendendo causas sociais e minorias, apesar das críticas e cobranças. Aroldo declarou que considera a atuação política uma missão pessoal e garantiu que seguirá trabalhando nas pautas relacionadas ao combate à dependência química, acolhimento social e proteção de idosos em situação de vulnerabilidade.

FONTE/CRÉDITOS: Redação