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Jequié é a principal cidade que integra o Território de Indentidade denominado Médio Rio de Contas. Seu espaço urbano converge cada vez mais uma população de outros 15 municípios, que vêm regularmente buscar serviços, principalmente nas áreas ligadas ao comércio, educação e saúde.
Há algum tempo, o mês de junho atraía parte da polução das cidades vizinhas ou próximas de forma bastante limitada, e em contrapartida, muita gente de Jequié se deslocava no período das festas juninas para cidades como Jaguaquara, Maracás, Itiruçu, Itagí e Ipiaú.
Recentemente, Jequié assumiu o protagonismo da Festa do São João, investindo alguns milhões nas contratações de bandas e artistas de nomes nacionais, atraindo com isso, um público cada vez maior e, por certo, alavancando também as vendas e oportunidades de ganhos em diversos setores da economia local, e isso tem servido de justificativa para que o poder público venha investir valores cada vez maiores em atrações, e de certa forma, profissionalizando o circuito da festa e grande parte da sua estrutura.
Por certo, ficará cada vez mais difícil para as demais cidades que compõem o território de indentidade Médio Rio de Contas competir com Jequié, e ao mesmo tempo ficará difícil manter a ideia e a prática de um São João mais tradicional ou raíz diante de atrações artísticas que tocam e cantam cada vez menos ou praticamente nada de forró.
O novo normal do são João em grande parte das cidades baianas segue essa receita e isso tem atraído também um público mais volumososo e relativamente consumista.
Para alguns, o São João de Jequié já está grande demais para o espaço onde historicamente tem sido realizado e chega-se ao ponto de ecidenciar ou propor duas possibilidades:
- A primeira: deslocar a estrutura da festa para o Parque de Exposições ou em direção ao novo vetor de crescimento da cidade, que tem sido o semi anel rodoviário ou Avenida Waldomiro Borges (antiga César Borges).
- A segunda e, por certo, mais polêmica e impactante: Retirar ou literalmente destruir o antigo e histórico mercado municipal de Jequié (o Mercadão).
Para além das alternativas ou manutenção dos espaços de realização da festa, é necessário repensar o modelo da festa que temos e o esvaziamento das festas juninas das outras cidades que compõem o nosso território de identidade, visto que o fortalecimento da economia e do processo de urbanização de Jequié necessariamente precisam passar por uma garantia do fortalecimento das outras cidades.
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