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O encontro tão aguardado, divulgado e estrategicamente pensado pelo presidente Trump com o líder Russo Vladimir Putin, revelou que nem sempre quem tem a certeza da vitória vence.
O presidente Trump esperava sair do encontro do dia 15.08.2005 com encaminhamentos de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia ou mesmo com uma declaração contundente do líder Russo de que a guerra iria acabar.
O presidente Trump preparou o cenário, escolheu o Alaska como território do encontro, pois este já pertenceu a Rússia, e que o referido lugar seria de garantia e tranquilidade de que Putin não correria nenhum risco em relação a uma possível prisão.
Na chegada ao território do Alaska, o presidente Trump foi recebido com tapete vermelho, tratado com toda pompa de chefe de Estado, saindo do isolamento que de certa forma estava posto pela comunidade política internacional, especialmente pelos países europeus.
A Rússia não foi para o encontro para servir de palanque político e ceder economicamente a ninguém, ao contrário, foi vestida com o figurino de um país que busca rever ou manter status de império, tanto é assim que de forma provocativa um chanceler Russo que estava na delegação de Putin usou uma camisa branca com as letras CCCP, ou traduzindo para o bom Português, União das Repúblicas Socialistas Soviética, que tinha sido dissolvida no final do século XX (20).
Ao término do encontro, enquanto a imprensa americana e europeia esperavam declarações de encaminhamentos concretos do fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, teve que cobrir falas truncadas e apenas elogios mútuos entre Putin e Trump, sendo mais uma encenação simbólica do que de fato um desfecho político para guerra.
O passo seguinte ao encontro de hoje deve ser uma conversa de Trump com Zelenski e talvez de Trump com os membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para reproduzir qual a proposta real de Putin para acabar com o conflito.
Nesse contexto, garantir terras ucranianas que fazem fronteiras com a Rússia e impedir que a Ucrânia definitivamente seja membro da OTAN por certo estará na mesa de negociação ou de imposição.
O final do encontro não foi a cena que Hollywood ou a Casa Branca imaginavam. Os dois líderes dos dois impérios contemporâneos (russo e norte americano) saíram do encontro sem atender a imprensa.
O jogo jogado por Putin foi mais eficaz do que o que Trump tinha em mãos até aqui. Na arte da guerra, o Putin inflou o ego do presidente americano no Alaska, e esse último sabe muito bem que saiu da mesa de negociações com a sensação de que não é e não será fácil convencer os Russos de acabar com a guerra, e de convencer a Ucrânia de aceitar ceder territórios e sair como perdedora do conflito.
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