No final do século XIX (19) o avanço tecnológico ajudou a promover grandes mudanças nos campos da indústria, comunicação, transportes e lazer.
Muitos achavam que a Revolução Industrial e tecnológica iriam levar a humanidade a uma fase plena de desenvolvimento e de oportunidades.
O tempo provou que essa tese de fato não conseguiu  o êxito imaginado ou propagado, e teorias que foram desenvolvidas naquele contexto de expansão capitalista (visando novos mercados, matérias-primas e consumo), na verdade fizeram surgir ideias a favor da suposta superioridade racial e civilizatória.
O século seguinte, seus primeiros 45 anos, o mundo conviveu com duas grandes  guerras que destruíram milhões de vida tendo como uma das justificativas algumas ideologias que defendiam a superioridade étnica racial. Dentre aquelas ideologias estava o Fascismo.
As migrações populacionais e os meios de comunicação levaram para várias partes do mundo o Fascismo, desembarcando em várias cidades do mundo para além da Europa, inclusive na cidade de Jequié.
Sim, Jequié teve forte presença do Fascismo nos anos de 1930 e 1940.
Pelas referências que temos, em forma de livros, teses e outras formas de publicações, se pode afirmar que a cidade de Jequié foi um dos campos mais fortes da presença fascista no estado.
Uma das hipóteses para esse feito foi a forte presença de imigrantes italianos na cidade.
O fato é que o Fascismo em Jequié chamava a atenção da sociedade local e baiana como um todo, chegando ao ponto da maior liderança da "Ação Integralista Brasileira", o jornalista Plínio Salgado, viesse a cidade de Jequié fazer campanha para disputar a presidência da República.
Jequié teve, no centro da cidade, o "Bar e Pastellaria  Fascista"; dois vereadores eleitos que eram declaradamente ligados a essas ideologia, além de ter "jornais" ou periódicos tipicamente defensores do Fascismo.
Conhecer ou reconhecer essa parte da História é necessário para que algumas raízes danosas do passado não sejam irrigadas por alguns da atual e das futuras gerações.

 

FONTE/CRÉDITOS: Antonio Marcelo Mestre em ensino de História.